Dúvidas

Ficou alguma dúvida? Aqui você poderá ver artigos completos sobre os principais temas relacionados a histeroscopia.

A histeroscopia é um exame endoscópico que permite visualizar o interior do útero com uma microcâmera introduzida pela vagina, sem cortes. Pode ser diagnóstica (apenas para investigar alterações) ou cirúrgica (para tratar pólipos, miomas, aderências e alterações do endométrio).

Na versão diagnóstica, geralmente não é necessário anestesia — o desconforto costuma ser leve e rápido. Já a histeroscopia cirúrgica é feita em centro cirúrgico, com anestesia adequada, garantindo segurança e ausência de dor durante o procedimento.

As principais indicações são: sangramentos uterinos anormais, investigação de infertilidade, suspeita de pólipos ou miomas, retirada de corpo estranho (como DIU), ou avaliação de alterações vistas em exames de imagem.

A histeroscopia diagnóstica dura, em média, de 10 a 20 minutos. Já a histeroscopia cirúrgica pode variar entre 30 minutos e 1 hora, dependendo do tipo de tratamento realizado.

Na maioria dos casos, não é necessário preparo especial para a histeroscopia diagnóstica. Para a cirúrgica, o preparo inclui jejum e exames pré-operatórios, conforme orientação médica. O ideal é conversar com seu ginecologista para receber instruções personalizadas.

Sim. Alterações como pólipos, miomas submucosos ou aderências no útero podem dificultar a gravidez. A histeroscopia permite diagnosticar e tratar essas alterações em um único procedimento, aumentando as chances de gestação natural ou por reprodução assistida.


 

Sim.
É comum ocorrer um leve sangramento ou escape nos primeiros dias após a histeroscopia, especialmente se houve manipulação do colo ou retirada de pólipos e pequenos tecidos.

Esse sangramento costuma durar entre 1 e 3 dias e não é motivo de preocupação.

Procure o médico se:

  • o sangramento for intenso,

  • houver febre,

  • dor forte e persistente,

  • ou odor alterado.

Depende do tipo:

  • Histeroscopia diagnóstica: geralmente não precisa de anestesia; é rápida e pouco desconfortável.

  • Histeroscopia cirúrgica: geralmente é feita com sedação ou anestesia leve, pois envolve a retirada de pólipos, miomas, aderências e outras lesões.

A escolha depende do caso e da técnica utilizada.

Não.
Elas são exames complementares.

  • O ultrassom mostra o útero por imagens externas.

  • A histeroscopia permite visualizar diretamente o interior da cavidade uterina, detectando alterações que o ultrassom pode não identificar (como pequenas aderências e pólipos).

Em muitos casos, os dois exames são necessários para diagnóstico completo.

A maioria das pacientes retoma suas atividades no mesmo dia ou no dia seguinte se o exame for diagnóstico.

Após histeroscopia cirúrgica:

  • atividades leves: 1 a 2 dias

  • exercícios físicos: 5 a 7 dias

  • relação sexual: 5 a 7 dias, conforme orientação médica

 

Sim!
A histeroscopia cirúrgica é o principal tratamento de escolha para:

  • pólipos endometriais

  • miomas submucosos

  • sinéquias (aderências uterinas)

  • septos uterinos

É um procedimento minimamente invasivo, feito por dentro do útero, sem cortes externos.

Sim.
A histeroscopia pode:

  • avaliar a posição do DIU,

  • ajudar na remoção quando o fio não é visível,

  • investigar sangramentos após a colocação,

  • examinar a cavidade antes da colocação de um novo DIU.

O médico orientará se o DIU deve ser removido ou pode permanecer durante o exame.

Sim.
É um dos principais exames para investigar causas uterinas de perda gestacional repetida, como:

  • septos uterinos

  • pólipos

  • miomas submucosos

  • aderências intrauterinas (Síndrome de Asherman)

A correção dessas alterações pode melhorar as chances de uma gestação saudável.

O ideal é não fazer durante a menstruação.

O sangue no interior do útero:

  • dificulta a visualização

  • pode reduzir a precisão do exame

A melhor fase é entre o 5º e o 12º dia do ciclo menstrual, mas depende da avaliação do especialista.

Não.
Pelo contrário: a histeroscopia pode aumentar as chances de gravidez quando corrige alterações como:

  • pólipos

  • miomas submucosos

  • aderências

  • septos uterinos

O que causa infertilidade é a alteração pré-existente, não o procedimento.

Sim, embora sejam MUITO raros.

Os principais riscos são:

  • sangramento leve

  • infecção

  • perfuração uterina (muito rara)

  • complicações relacionadas à anestesia (na forma cirúrgica)

Quando realizada por especialista experiente, a histeroscopia é um exame muito seguro.

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